terça-feira, 31 de outubro de 2017

Divino!



"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade."

5 comentários:

  1. Beleza de texto.Adoro nossa Martha!! Faz bem ler coisas dela,adoro! Lindo feriadão pra ti e eu ,de volta, chegamos ontem à noite, aqui me acostumando com a diferença horrível de lá para essa bruta selva! HAJA!rs bjs, chica

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  2. Boa tarde Lena,
    Um texto repleto de sabedoria!
    Morre quem não vive nem deixa viver...
    Beijinhos,
    Ailime

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  3. lindo texto, a rotina vai desgastando a vida...
    Boa semana. Beijos

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  4. Formidável esse texto pelo seu teor reflexivo!Bjos carihosos!

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  5. Bom dia Lena, vim deixar minha marquinha e agradecer sua gentil visita. Bem lembrada esta postagem, é uma cutucada necessária para quem, vivo; morto parece, entrega-se ao ócio e tudo mais. Bela partilha, os textos da Marta são mesmo edificantes.
    Tenha um abenoçado dia!

    Bjss!

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